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Vicente Celestino nasceu em 12 de setembro de 1894, no Rio de Janeiro, em Santa Teresa, na Rua Paraíso. Aos oito anos de idade iniciou sua carreira artística. Possuidor de voz extraordinária, era chamado diariamente para cantar em festas de Igrejas, em reuniões sociais e em clubes. Nada recebia em troca, além de elogios, aplausos e lanche. Assim, pouco a pouco o jovem Celestino se tornava famoso no bairro e arredores. No seu repertório já constavam trechos de óperas, valsas, canções, música sacra etc.
Com sua voz possante e bela, as canções ganhavam nova roupagem
devido a sua interpretação. Era ovacionado por todos os que o ouviam.
Assistia a todas as companhias líricas que visitavam o Brasil, tendo como
ídolo Enrico Caruso.
Cantou durante 65 anos sem parar. Era uma autêntica glória nacional.
Foi cognominado "A voz orgulho do Brasil': e bem mereceu o título.
Compôs várias cancões de grande sucesso: "O Ébrio",
"Coração Materno", "Patativa", "Serenata",
"Ouvindo-te" e inúmeras outras. Deu ao Brasil a sua voz, a sua
alma e todo o seu amor de brasileiro. Recebeu muitas homenagens em vida e durante
33 anos foi contratado pela RCA-Victor, onde gravou centenas de discos.
Antonio Vicente Felippe Celestino (Vicente Celestino) estava cantando para a quarta
geração e a última vez que se apresentou foi para uma pequena
platéia de 200 pessoas, durante um ensaio em São Paulo, na triste
tarde de 23 de agosto de 1968, onde artistas, músicos, cantores ensaiavam
para um "show" que seria gravado às 23 horas. Cantou naquele
ensaio (dito pelos colegas), talvez como nunca tenha cantado antes, a cancão
"Mande uma Flor de Saudade" com letra de M. Ghiaroni e música
de sua autoria. Mas aquele havia sido o Canto do Cisne da mais aplaudida e incompreendida
voz do cancioneiro brasileiro. E, assim, às 22:30 horas daquela noite calou-se
para sempre "A voz orgulho do Brasil".
Fonte: Cifra
Antiga
