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Coluna do Motta

17 de fevereiro de 2006

Futebol não é Divino.

O futebol é uma coisa mundana. Ë algo criado pelo homem, para o homem, com o homem, portanto pagão, bem longe de credos e religiões. O torcedor simples e supersticioso incorporou a este esporte tremendamente popular uma aura de religiosidade que na prática não existe. O divino é perfeito, correto, justo, amigo, fiel, coerente, respeitador de direitos, imparcial...quem pode afirmar que estas qualidades são encontradas no futebol, em seus jogadores, dirigentes e árbitros? O que vemos é só corrupção, violência, incompetência, vaidade, falcatrua, preconceito...e o pior, características dos profissionais de times e seleções campeãs. Daí deduz-se o total distânciamento de Deus, da Sua vontade nos resultados das partidas e torneios. Afinal, quem pode negar o passado vitorioso de euricos e teixeiras, de wrights e caixas? Ë triste, mas não adianta rezar, pois corrremos o risco de brigar com Deus porque um time honesto e merecedor como o America perde, é roubado durante anos a fio sem que nada aconteça.

O diabo, o mal, está na essência do esporte dito bretão, principalmente FORA do America: o mal das arbitragens facciosas, o mal vindo dos clubes de maior torcida, o mal da politicagem da federação e da confederação nacional, o mal de setores da imprensa, enfim , o mascote é o menor dos diabos que assolam o Mecão. De que adiantará matar o Brasinha se os outros demônios maiores continuarem nos assombrando? Tudo continuará na mesma. Soluções? Creio que só mataremos os “capetas do mal “com uma representação forte na federação e conselho arbitral, patrocinadores fortes com nome e história nacional, e procurar de todos os jeitos possíveis levar o maior número de torcedores rubros aos estádios. Tudo isto é difícil, e ninguém disse que não é, mas sem tomarmos medidas drásticas, tudo ficará na mesma, pois não interessa a ninguém da cúpula do futebol o renascimento do America.
Para eles, a nossa ressurreição é conversa para vovô dormir. Mas para ganhar algum título temos que utilizar as mesmas armas dos euricos, teixeiras, montenegros, caixas, bragas nessa guerra humana chamada futebol.

Histórias de uma Taça

America e Volta Redonda

Nenhum gringo contratado pode jogar. Jorginho preferiu colocar o inerte Leandro e deixou Robert no banco. Valbér fora de forma contribuiu para a nossa derrota na estréia por 2 a 1. Julinho marcou.

Friburguense e America

Depois de sair atrás, virar o jogo e sofrer a virada, perdemos a segunda seguida. O turno parecia perdido. 3 a 2. Lazaroni e Flávio marcaram.

Madureira e America.

Era tudo ou nada e com Robert , jogando desde o início, deu espetáculo. Fez gol olímpico, fez outro belo gol, iniciou jogadas, deu assistências, espetacular. Se viu o primeiro gringo, o argentino Libermann jogar 15 minutos no final segundo tempo. Robert(2) e Chrys marcaram.
PS - O madureira perdeu dois gols feitos no início, o que poderia ter mudado toda a história da Taça, mas, felizmente, não aconteceram.

Arbitragem: o juiz conseguiu deixar o Válber e o Gaúcho por muito tempo fora do jogo por não acreditar que os curativos feitos por nossos médicos estivessem corretos. Ficamos inferiorizados inutilmente e quase levamosgols.

America e Vasco.

Foi o jogo mais bem jogado pelo America na taça. Era para ter goleado o vasco de Romário e Alex Dias. Neste jogo estrearam no segundo tempo o veloz argentino Gonzalez e o ágil e habilidoso ex-junior Bruno “Rato” Silva.
Detalhe: Jorginho fez a maior besteira de sua recente carreira, mas que deu resultado. Tirou o Robert, deixando o mediano Chrys e o próprio fez o gol da vitória aos 87 minutos. Santhiago de falta e Chryr marcaram.

Arbitragem: O Juiz Calábria anulou um gol super legítimo do Chrys.
Perda: Gaúcho sofre distenção e desfalca o time no resto da Taça.
Perigo: O America dá o primeiro sintoma de “queixo de vidro”, ficando
completamente atordoado quando levou o gol de empate, e se não terminasse
logo o primeiro tempo, levaria a virada do vasco.

America e Botafogo

Ganhamos com autoridade necessitando apenas do primeiro tempo, depois cozinhamos o jogo, pois os outros resultados da rodada nos favorecia. Chrys e Guerra marcaram.

Arbitragem: Outro gol legítimo anulado do Chrys
Detalhe: America se classifica em primeiro no seu grupo.

America e Cabofriense

Jogo morno e truncado. Robert só marca no segundo tempo e no fim o mesmo Calábria do jogo contra o vasco marca um penal para o Cabo Frio e o jogo empatado vai para os penaltis. O America vence por 5 a 4. Robert, Maciel, Lazaronni, Dias e Santhiago fazem nas cobranças. America na Final da Taça
Guanabara.

Arbitragem: O juiz Calábria anula outro gol legítimo de Crys além de descobrir um falso penalti para a Cabofriense. America sofre também de novo a síndrome do queixo de vidro com o empate.

Botafogo e America

Primeiro tempo, America domina, dá olé, faz um gol com Robert e o Botafogo desesperado começa a dar bordoadas nos jogadores rubros. Segundo tempo, America volta recuado, com medo e o adversário com muita disposição aproveita a covardia e recuo rubro, além das falhas do goleiro Éverton, faz 3 gols que podiam ser mais.

Arbitragem: O penalti mais claro da história do Maracanã em cima do Chrys, com a passível expulsão do goleiro do Botafogo, além da complascência do juiz com as agressões dos jogadores adversários. O final seria outro. O nome desse juiz era Willian Nery.

America sofre também de novo a síndrome do queixo de vidro com o primeiro gol do Botafogo.

Lembrete: Até que ponto a atuação estapafúrdia do árbitro no primeiro tempo, culminando com a expulsão do nosso goleiro reserva no intervalo, pode ter intimidado a atuação do time e de nosso goleiro no segundo tempo?

 

 

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